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postheadericon Exposição de Roberto Chichorro em Coimbra

 

Exposição de Roberto Chichorro em Coimbra

Roberto Chichorro. Fotografia de Danilo Guimarães

De 24 de Setembro a 21 de Novembro de 2009 está patente na Galeria de Exposições Temporárias do Edifício Chiado, na Rua Ferreira Borges, em Coimbra, uma exposição do artista moçambicano Roberto Chichorro, a que deu o nome Ciranda de muitas luas. A exposição consta de trinta e nove peças, assim distribuídas: trinta e três pinturas, três cerâmicas (30 cm cada uma) e três esculturas, sendo duas de bronze (30 e 33 cm). O domínio da pintura distribui-se por oito quadros de razoável formato (146 x 114 cm, 120 x 100 cm, etc.) de técnica mista sobre tela, sete com a mesma técnica sobre papel, onze acrílicos sobre tela, seis aguarelas e uma tinta-da-china e aguarela sobre papel.
  A paleta de Chichorro é de azuis vivos, vermelhos, amarelos, pretos, brancos e mesmo verdes, que se enriqueceu dia a dia, ao longo de uma compassada caminhada pictórica, numa pessoalíssima expressão artística. «O pintor está agora mais seguro de si mesmo, do seu mundo e das suas tintas» (Quirino Teixeira). O cromatismo das telas e aguarelas, sendo intenso, é lírico e suave (curiosamente, deixaram de estar presentes os densos óleos). O azul, a sua cor favorita, torna-se onírico e poético. Chicchorro não escreve poesia, pinta-a, num «desenhar de poemas» como escreveu Mia Couto, «de alumbradas luas, iluminando pássaros engaiolados enquanto suburbanas violas de lata “tchaiam” marrabentas nas sensuais ancas das mulatas», acrescenta Calane das Silva. Poemas inspirados nas vivências na Malhanga, Mafalala e no Bairro Central, onde dançava nos bailes da tarde no salão do Atlético, musas que se espelhavam nas luas, inspirando igualmente, antes dele, Rui de Noronha, Craveirinha, Nogar e outros, incluindo os que apenas cantavam os seus poemas nos conjuntos «Harmonia», «Djambu» e «João Domingos». Eram essas musas crioulas que povoavam a paisagem das suas andanças juvenis e dos seus sonhos «de carnudas ancas das mulatas cor-de-rosa tocadas a violas de lata, e de pássaros no “nembo” das gaiolas ou em pouso livre nos fios-ramos da vida», ou com gatos e janelas abertas das casas de mazinco, ferros de engomar a carvão, papagaios de papel e arcos tocados por crianças. De tudo isto, «fez percursos oníricos de canho e caju» (Calane da Silva). Os próprios títulos das suas exposições: «Concerto suburbano para telhados de zinco» / «Anjos de comer peixe frito» / «Encantadores de pássaros» / «Ciranda de muitas luas» / Etc. / e dos seus trabalhos, cartografam o roteiro fantástico desse mundo entre limites: «Era uma vez» / «Madeira e zinco com gato» / «Anjos de comer peixe frito» / «Lua cheia para venda de tripas» / «Subúrbio enluarado» / «Rua abaixo com preço» / «Bicicletando quimeras» / «Namoro com Lua e papagaio» / «Janelas de sonhar em rosa» / «Serenata para pastor com lua cheia» / «Sonhar papagaio com fio de quinhenta» / «Viola de lata com gaiola» / «Mariscadora» / «Mariscando Luas» / «Telhados de Zinco» / «Sapato em rosa para dia de casamento» / «Noite enluarada com cão vermelho» / «Serenata nocturna para festa de casamento» / «Rodar de pião em telhado de zinco» / «Musicador de sonhos» / «Casamentações com gato e violino» / «Em tempo de papagaio, amendoim e beija-flor» / Etc. / Etc. «A vivência “burilou-o” no ambiente lúdico da terra onde nasceu. Os temas recorrentes da sua pintura são os jogos de infância, as mulheres dançando, os homens tocando, a lua e as serenatas». Sempre na procura do «bem-estar» e do «intenso prazer de viver» (Chichorro).
 
«Em tempo de Papagaio, Amendoim e Beija-Flor», aguarela s/ papel (55 x 38 cm)
Fotografia de Danilo Guimarães
 
 
 
 
Roberto Chicchorro nasceu no Bairro da Malhangalene, em Lourenço Marques, a 19 de Setembro de 1941. À data, o bairro era um espaço suburbano, de fronteira, situado entre o cimento e o «caniço». Certamente por isso, a sua pintura tem o fluxo e refluxo híbrido da mestiçagem. Chichorro é neto de avós portugueses e filho de pais mestiços. Fez os primeiros estudos na Malhanga, e depois na Escola Industrial. Como todos os jovens do seu tempo andou pelo desporto, a grande escola da miscigenação e da identidade moçambicana dos nativos de todas as cores. Deu-se conta, enquanto jovem, as tertúlias na Associação Africana e no Café Nicola, e nos exorcismos culturais na Mafalala, com Craveirinha, Noémia e Bertina, entre outros. Fez a tropa em Boane, onde conviveu com António Carneiro Gonçalves, jornalista e escritor, com quem se iniciou na cultura literária e aprofundou a sua consciência política. Depois trabalhou em vários sítios como a vida manda: foi desenhador de publicidade e de arquitectura, e projectista decorador dos primeiros pavilhões de Moçambique Independente nas Feiras Internacionais. Fez cenografias para espectáculos e ilustrou vários livros. Quando já pontificavam nomes das artes em Lourenço Marques como João Paulo, João Ayres, José Júlio, Bertina, Dana Michaelles, Eugénio de Lemos, etc., registou o seu nascimento como pintor numa exposição colectiva de 1964 no âmbito dos festejos da cidade de Lourenço Marques, e em 1966 numa individual na Galeria da Coop. Em 1971, quadros seus foram mostrados em Lisboa, na Casa de Moçambique. Deste período matricial em diante, o artista tem exposto pelo Mundo, em exposições colectivas ou individuais. Entre o 25 de Abril e a Independência, viajou por todo o Moçambique com Maria do Céu Rego Costa para a recolha de mil e um objectos da cultura material do povo, que iam exibindo nas capitais provinciais e depois entregues ao Museu Nacional de Arte. Em 1982/85 foi bolseiro do Governo Espanhol, em Madrid, para cerâmica (Taller Azul) e zincogravura (Óscar Manezzi). Em 1986 foi bolseiro do Governo Português. Passando a viver em Portugal desde essa data, dedicando-se exclusivamente à pintura (decisão que terá tomado em 1978). Mas antes disso, viajou por muitas terras e por “outras Áfricas”.
Alguns dos seus trabalhos integram as colecções de Museus em Portugal (Museu de Arte Contemporânea de Lisboa e Museu da Caixa Geral de Depósitos), Moçambique (Museu de Arte Moderna do Maputo) e Angola (Museu de Arte Contemporânea de Luanda). Também está presente em muitas colecções privadas espalhadas pelos quatro Continentes.
A bela exposição «Ciranda de muitas luas» no Museu Municipal / Edifício Chiado: Rua Ferreira Borges, 85 tem o seguinte horário: Terça a Sexta - 10h00/18h00; Sábado - 10h00/13h00 e 14h00/18h00; Encerra Domingo, Segunda-feira e feriados. O Catálogo é constituído por excelentes fotografias do Danilo Guimarães.

Eduardo Medeiros
Antropólogo
30/09/2009

 

 

Actualizado em (Quinta, 27 Maio 2010 16:36)

 
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